Pressão dos adeptos ao movimento open source? Nem tanto. Agregamento de valor aos seus produtos? Pode ser. O que é certo é que as coisas que funcionam por trás dos panos no .NET Framework, plataforma de desenvolvimento da Microsoft, ficarão mais claras para os programadores.
A Microsoft incluirá no Visual Studio 2008 a possibilidade de visualização do código fonte de bibliotecas e classes internas do .NET Framework. Para os desenvolvedores que utilizam a plataforma, ficará mais fácil ver o que está errado quando algo não funcionar, entendendo - ou pelo menos, vendo - o que ocorre no código do framework de desenvolvimento.
Os programas usam as bibliotecas e componentes do ambiente .NET, e quando precisam ser debugados (termo usado para a verificação de erros e testes do programa, em tempo de desenvolvimento, antes de se gerar a versão final redistribuível), o programador terá acesso aos pontos do código interno das bibliotecas e componentes envolvidos. Com isso terão uma visão mais clara do que pode estar causando erros, e sugestões de caminhos por onde seguir, uma vez que entenderão como o .NET trabalha, sem ficar às cegas apenas enviando dados para as APIs e esperando resultados. Verão como as APIs trabalham e se relacionam entre si e com o código digitado.
Mas calma lá, a idéia não é tornar o Visual Studio .NET open source. Trata-se de uma licença diferente, onde o programador poderá ver o código dos componentes do programa, mas não poderá alterá-los nem redistribui-los. E mais, eles serão baixados de servidores da Microsoft apenas conforme necessário durante o processo de debug.
O que a Microsoft pretende com isso? Facilitar e deixar mais claro o desenvolvimento de aplicações da plataforma, que tem recebido tantas críticas ultimamente? Há quem diga que só assim o .NET será realmente confiável. É esperar para ver, mas como o programa continuará fechado, não muda “muita” coisa.

