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Ago 30

Um projeto desenvolvido por pesquisadores norte-americanos e europeus permite que o uso da internet sirva como moeda de troca. De acordo com essa proposta, quanto mais o usuário fizer uploads (oferta de conteúdo na web) e quanto melhor for a qualidade desse material, mais arquivos ele poderá baixar e maior a velocidade de seus downloads. Ao contrário do que acontece com o popular sistema de troca de arquivos BitTorrent, a novidade permite que os créditos adquiridos com a oferta sejam acumulados e usados quando o usuário bem entender, na hora de baixar arquivos.

O software que propõe a criação dessa “moeda”, já disponível na web, tem como base uma aplicação P2P (peer-to-peer) para troca de arquivos de vídeo. A novidade, oferecida por pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade Harvard, em Massachusetts (EUA), representa uma atualização do Tribler, software criado por cientistas holandeses.

A tecnologia P2P, usada nesse sistema, é baseada na criação de redes formadas por indivíduos. Com isso, o conteúdo não fica concentrado em um único lugar, mas em milhares ou até milhões de computadores de diversos usuários. “Ao transformar as redes P2P em uma moeda de troca, os colaboradores mais ativos [aqueles que ganham créditos pela quantidade de conteúdo oferecido e sua qualidade] serão favorecidos”, explicou ao G1 Sven Seuken, doutorando em Ciências da Computação em Harvard e um dos responsáveis pelo projeto.

Ele admite que os usuários do BitTorrent já tem acesso a um privilégio parecido, mas classifica o sistema de seu concorrente como ineficiente. “O BitTorrent é baseado em um mecanismo imediatista de troca: ‘lhe dou um pedaço de arquivo agora e você me oferece outro pedaço também agora’. Essa alternativa é muito ineficiente, porque está temporalmente restrita e depende de interesse mútuo no mesmo tipo de conteúdo”, comparou.

A criação de uma “moeda”, por outro lado, permite que os usuários acumulam créditos pelo upload, que podem ser usados quando bem entenderem, na hora de fazer downloads. Apesar das vantagens, a novidade prejudica os internautas que acessam a web através de conexão discada ou aqueles que têm pouca banda.

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